terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Os Cânones de Dort (Ed. Cultura Cristã) - parte 17

Os Cinco Artigos de Fé sobre 
o Arminianismo
1º Capítulo DA DOUTRINA:
A DIVINA ELEIÇÃO E REPROVAÇÃO

  
Artigo 7 - Eleição definida
 
      Esta eleição é o imutável propósito de Deus, pelo qual Ele, antes da fundação do mundo, escolheu um número grande e definido de pessoas para a salvação, por graça pura. Estas são escolhidas de acordo com o soberano bom propósito de Sua vontade, dentre todo o gênero humano, decaído, por sua própria culpa, de sua integridade original para o pecado e a perdição. Os eleitos não são melhores ou mais dignos que os outros, mas envolvidos na mesma miséria. São escolhidos, porém, em Cristo, a quem Deus constituiu, desde a eternidade, Mediador e Cabeça de todos os eleitos e fundamento da salvação. E, para salvá-los e atraí-los à sua comunhão por meio da Sua Palavra e de Deu Espírito. Em outras palavras, Ele decidiu dar-lhes verdadeira fé em Cristo, justificá-los, santificá-los, e depois, tendo-os guardado poderosamente na comunhão de Seu Filho, finalmente glorificá-los. Deus fez isto para a demosntração de sua misericórdia e para o louvor da riqueza de Sua gloriosa graça. Como está escrito ...assim como nos escolheu Nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante Ele; e em amor nos predestinou para ele, para adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de Sua vontade, para louvor da glória de Sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado... E em outro lugar: E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também, glorificou (Ef 1.4-6; Rm 8.30).


Artigo 8 - Um só decreto de eleição

     Esta eleição não é multipla, mas é uma e a mesma de todos os que são salvos tanto no Antigo Testamento quanto no Novo Testamento. Pois a Escritura nos prega o único bom propósito e conselho da vontade de Deus, pelo qual Ele nos escolheu desde a eternidade, tanto para a graça como para a glória, assim também para a salvação e para o caminho da salvação, o qual preparou para que andássemos nele (Ef 1.4-5; 2.10).

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Bebendo Suco de Laranja para a Glória de Deus


Bebendo Suco de Laranja para a Glória de Deus

Escrito por: John Piper 
Fonte secundária: Monergismo

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Quando me perguntam: “A Doutrina de Depravação Total é bíblica?”, minha resposta é: “Sim”. Uma das coisas que pretendo dizer com esta resposta é que todas as nossas ações (sem a graça salvadora) são moralmente maculadas. Em outras palavras, tudo o que o incrédulo faz é pecaminoso e, portanto, inaceitável a Deus.
Uma de minhas razões para crer nisto encontra-se em 1 Coríntios 10.31: “Quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus”. É pecado desobedecermos este mandamento das Escrituras? Sim.
Por isso, chego a esta triste conclusão: é pecado alguém comer, ou beber, ou fazer qualquer outra coisa, se não for para a glória de Deus. Em outras palavras, o pecado não é apenas uma lista de coisas prejudiciais (matar, roubar, etc.). Pecamos quando deixamos Deus fora de consideração nas realizações triviais de nossa vida. Pecado é qualquer coisa que fazemos, que não seja feito para a glória de Deus.
É pecado alguém comer, ou beber, ou fazer qualquer outra coisa, se não for para a glória de Deus.
Mas, o que os incrédulos fazem para a glória de Deus? Nada. Conseqüentemente, tudo o que eles fazem é pecaminoso. É isso que pretendo dizer, quando afirmo que, sem a graça salvadora, tudo que fazemos é moralmente ruim.
Evidentemente, isto suscita uma questão prática: como podemos “comer e beber” para a glória de Deus? Tal como, por exemplo, beber suco de laranja no café da manhã?
Uma das respostas encontra-se em 1 Timóteo 4.3-5:
…[alguns] proíbem o casamento e exigem abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidos, com ações de graças, pelos fiéis e por quantos conhecem plenamente a verdade; pois tudo que Deus criou é bom, e, recebido com ações de graças, nada é recusável, porque, pela palavra de Deus e pela oração, é santificado.
Suco de laranja foi criado para ser “recebido com ações de graças, pelos fiéis e por quantos conhecem plenamente a verdade”. Portanto, os incrédulos não podem usar suco de laranja para cumprir o propósito que Deus tencionou – ou seja, uma ocasião para ações de graça sinceras, dirigidas a Ele, provenientes de um coração de .
Mas os crentes podem, e esta é a maneira como glorificam a Deus. O suco de laranja que eles bebem é santificado “pela palavra de Deus e pela oração” (1 Tm 4.5). A oração é a nossa humilde resposta de agradecimento do coração. Crer nesta verdade, apresentada na Palavra de Deus, e oferecer ações de graça, em oração, é uma das maneiras de bebermos suco de laranja para a glória de Deus.
A outra maneira é bebermos com amor. Por exemplo, não insista na porção maior. Isto é ensinado no contexto de 1 Co 10.33: “Assim como também eu procuro, em tudo, ser agradável a todos, não buscando o meu próprio interesse, mas o de muitos, para que sejam salvos”. “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo” (1 Co 11.1). Tudo o que fazemos – inclusive beber suco de laranja – pode ser feito com a intenção e a esperança de que será proveitoso para muitos, a fim de que sejam salvos.
Louvemos a Deus porque, pela sua graça, fomos libertos da ruína completa de nossos atos. E façamos tudo, quer comamos, quer bebamos, para a glória de nosso grande Deus!
Fonte: Extraído do livro Penetrado pela Palavra, John Piper, Editora Fiel.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Acampamento em Recife/PE: Homens Segundo o Coração de Deus


Site: http://futuroshomens.com/

Os Cânones de Dort (Ed. Cultura Cristã) - parte 16

Os Cinco Artigos de Fé sobre 
o Arminianismo
1º Capítulo DA DOUTRINA:
A DIVINA ELEIÇÃO E REPROVAÇÃO

 Artigo 5 - A causa da incredulidade e a fonte da fé
 
      Em Deus não está, de forma alguma, a causa ou culpa dessa incredulidade. O homem tem essa culpa, assim como a de todos os demais pecados. Mas a fé em Jesus Cristo e também a salvação por meio dele são dons gratuitos de Deus, como está escrito: Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus... (Ef 2.8).

      Semelhantemente, Porque vos foi concedida a graça de ... crer em Cristo (Fp 1.29).


Artigo 6 - Decreto eterno de Deus

     Deus nesta vida concede a fé a alguns enquanto não concede a outros. Isto procede do eterno decreto de Deus. Porque as Escrituras dizem que Ele ...faz estas coisas conhecidas desde séculos... e que ...ele faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade... (At 15.18; Ef 1.11). De acordo com este decreto, Ele graciosamente quebranta o coração do eleitos, por duros que sejam, e os inclina a crer. Pelo mesmo decreto, entretanto, segundo seu juízo, Ele deixa os não-eleitos em sua própria maldade e dureza de coração. E aqui especialmente nos é manifesta a profunda, misericordiosa e ao mesmo tempo justa distinção entre homens que estão sob a mesma condição de perdição. Este é o decreto da eleição e reprovação revelado na Palavra de Deus. Ainda que os homens perversos, impuros e instáveis o deturpem, para sua própria perdição, ele dá um inexprimível conforto para as pessoas santas e tementes a Deus.