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segunda-feira, 20 de outubro de 2014




segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Cristo morreu por seu povo - C. H. Spurgeon

/ On : 11:20/ SOLA SCRIPTURA - Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO.




Quando Cristo morreu por Seu povo na cruz, Ele assumiu todas as conseqüências do pecado dele em Si próprio. Jesus Cristo era o Filho amado de Deus. Mas quando nossos pecados caíram sobre Ele, Ele sentiu que Deus O tinha desamparado, que Ele tinha sido deixado sozinho. Ele clamou: "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" (Mat. 27:46). Não era possível que Jesus Cristo pudesse fruir da presença de Deus quando Ele foi feito pecado por nós. Ele Se encontrava em profundas trevas quando a presença de Seu Pai foi afastada. Não podemos descrever a dimensão incomensurável do sofrimento de Cristo quando Deus fez cair sobre Ele "a iniqüidade de nós todos". A morte é o castigo pelo pecado. Cristo morreu por nós. A Bíblia diz que Cristo, "inclinando a cabeça, rendeu o espírito" (João 19:30); e "... a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte, e morte de cruz" (Fil. 2:8).

Reflitam agora sobre o que a morte de Cristo significou para nós, Seu povo eleito. Ele pagou nossa dívida. Todas as pessoas pelas quais Ele morreu estão livres. A justiça de Deus está satisfeita. Deus não nos pedirá mais pagamento pelos nossos pecados.
Vamos considerar agora a palavra "nós". "... o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos." Cremos que há um valor infinito na expiação de Cristo. Cremos que, por causa da morte de Cristo, há um convite genuíno a todos os homens: "Crê no Senhor Jesus, e serás salvo, tu e tua casa" (Atos 16:31). Contudo, devemos crer também que Cristo morreu apenas por aqueles que Deus escolheu, Seu povo eleito. Como seria possível que Cristo fizesse a expiação dos pecados daqueles que nunca creram nEle e que vão para o inferno? Não adianta dizer: "Mas eles não aceitariam a expiação." Pergunto: "A expiação foi satisfatoriamente feita para eles, ou não?" Certamente acontecerá que todos aqueles pelos quais Cristo fez a expiação de fato serão salvos. Ou então a obra de Cristo foi insatisfatória, até que um homem, crendo, lhe dê valor. Isso é inconcebível.


Todo homem que crê em Cristo será salvo. Cristo, pela Sua morte, fez a expiação total por aqueles que crêem. Deus seria injusto se castigasse os crentes quando Eleja castigou Seu próprio Filho pelos pecados de Seu povo. Esta segurança contra o castigo é como uma rocha sobre a qual os cristãos podem se sustentar. É um lugar de repouso seguro para todos aqueles que crêem em Cristo.

Se vocês não crêem em Cristo, devem suportar o castigo por seus próprios pecados. O sangue de Cristo não fez a expiação deles. Vocês rejeitaram o convite de Cristo e perecerão, porque transgre¬diram a lei de Deus e recusaram-se a ser salvos pela cruz de Cristo.

Fonte: (http://www.charleshaddonspurgeon.com/2014/10/cristo-morreu-por-seu-povo-c-h-spurgeon.html)

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Os Cânones de Dort (Ed. Cultura Cristã) - parte 20

Os Cinco Artigos de Fé sobre o Arminianismo*
1º Capítulo DA DOUTRINA:
A DIVINA ELEIÇÃO E REPROVAÇÃO*

Artigo 13 - O Valor desta Certeza
      A consciência e a certeza desta eleição dariam aos filhos de Deus maior motivo para se humilharem perante Ele, para adorarem a profundidade de sua misericórdia, para se purificarem e para amarem ardentemente aquele que primeiro tanto os amou.
Contudo, não é verdade que esta doutrina da eleição e a reflexão sobre a mesma os façam relaxar na observação do mandamentos de Deus ou rendam segurança falsa. No justo julgamento de Deus isto ocorre frequentemente àqueles que se vangloriam levianamente da graça da eleição ou facilmente alam acerca disso, mas se recusam a andar nos caminhos dos eleitos.



Artigo 14 - Como a Eleição deve ser ensinada
      A doutrina da divina eleição, segundo o mui sábio conselho de Deus, foi pregada pelos profetas, por Cristo mesmo e pelos apóstolos, tanto no Antigo Testamento como no Novo Testamento, e depois escrita e entregue a nós através das Escreituras Sagradas. 
Por isso, também hoje esta doutrina deve ser ensinada na seu devido tempo e lugar na Igreja de Deus, para a qual foi particularmente destinada. Ela deve ser ensinada com espírito de discrição, de modo reverente e santo, sem curiosa investigação dos caminhos do Altíssimo, para a glória de santo nome de Deus e consolação vivificante do seu povo.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Os Cânones de Dort (Ed. Cultura Cristã) - parte 18

Os Cinco Artigos de Fé sobre 
o Arminianismo
1º Capítulo DA DOUTRINA:
A DIVINA ELEIÇÃO E REPROVAÇÃO

  
Artigo 9 - Eleição não baseada em fé prevista
 
   Esta eleição não é baseada em fé prevista, em obediência de fé, santidade ou qualquer boa qualidade ou disposição, que seria uma causa ou condição previamente requerida ao homem para ser escolhido. Ao contrário, esta eleição é para a fé, a santidade, etc. Eleição, portanto, que é a fonte de todos os bens da salvação e, finalmente tem, a própria vida eterna como seu fruto. É conforme o testemunho do apóstolo: Ele... nos escolheu... não por sermos, mas... para sermos santos e irrepreensíveis perante ele... (Ef 1.4).


 Artigo 10 - Eleição baseada no bom propósito de Deus

      A causa desta eleição graciosa é somente o bom propósito de Deus. Este bom propósito não consiste no fato de que dentre todas as condições possíveis Deus tenha escolhido certas qualidades ou ações dos homens como condição para a salvação. Mas este bom propósito consiste no fato de que Deus adotou certas pessoas dentre a multidão inteira de pecadores para ser sua propriedade.

    Como está escrito: E ainda não eram os gêmeos nascidos, nem tinham praticado o bem ou o mal... já lhe fora dito a ela (Rebeca): O mais velho será servo do mais moço. Como está escrito: Amei a Jacó, porém me aborreci de Esaú. E ...creram os que haviam sido destinados para a vida eterna (Rm 9. 11-13; At 13.48).

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Os Cânones de Dort (Ed. Cultura Cristã) - parte 17

Os Cinco Artigos de Fé sobre 
o Arminianismo
1º Capítulo DA DOUTRINA:
A DIVINA ELEIÇÃO E REPROVAÇÃO

  
Artigo 7 - Eleição definida
 
      Esta eleição é o imutável propósito de Deus, pelo qual Ele, antes da fundação do mundo, escolheu um número grande e definido de pessoas para a salvação, por graça pura. Estas são escolhidas de acordo com o soberano bom propósito de Sua vontade, dentre todo o gênero humano, decaído, por sua própria culpa, de sua integridade original para o pecado e a perdição. Os eleitos não são melhores ou mais dignos que os outros, mas envolvidos na mesma miséria. São escolhidos, porém, em Cristo, a quem Deus constituiu, desde a eternidade, Mediador e Cabeça de todos os eleitos e fundamento da salvação. E, para salvá-los e atraí-los à sua comunhão por meio da Sua Palavra e de Deu Espírito. Em outras palavras, Ele decidiu dar-lhes verdadeira fé em Cristo, justificá-los, santificá-los, e depois, tendo-os guardado poderosamente na comunhão de Seu Filho, finalmente glorificá-los. Deus fez isto para a demosntração de sua misericórdia e para o louvor da riqueza de Sua gloriosa graça. Como está escrito ...assim como nos escolheu Nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante Ele; e em amor nos predestinou para ele, para adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de Sua vontade, para louvor da glória de Sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado... E em outro lugar: E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também, glorificou (Ef 1.4-6; Rm 8.30).


Artigo 8 - Um só decreto de eleição

     Esta eleição não é multipla, mas é uma e a mesma de todos os que são salvos tanto no Antigo Testamento quanto no Novo Testamento. Pois a Escritura nos prega o único bom propósito e conselho da vontade de Deus, pelo qual Ele nos escolheu desde a eternidade, tanto para a graça como para a glória, assim também para a salvação e para o caminho da salvação, o qual preparou para que andássemos nele (Ef 1.4-5; 2.10).

domingo, 15 de dezembro de 2013

Os Cânones de Dort (Ed. Cultura Cristã) - parte 16

Os Cinco Artigos de Fé sobre 
o Arminianismo
1º Capítulo DA DOUTRINA:
A DIVINA ELEIÇÃO E REPROVAÇÃO

 Artigo 5 - A causa da incredulidade e a fonte da fé
 
      Em Deus não está, de forma alguma, a causa ou culpa dessa incredulidade. O homem tem essa culpa, assim como a de todos os demais pecados. Mas a fé em Jesus Cristo e também a salvação por meio dele são dons gratuitos de Deus, como está escrito: Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus... (Ef 2.8).

      Semelhantemente, Porque vos foi concedida a graça de ... crer em Cristo (Fp 1.29).


Artigo 6 - Decreto eterno de Deus

     Deus nesta vida concede a fé a alguns enquanto não concede a outros. Isto procede do eterno decreto de Deus. Porque as Escrituras dizem que Ele ...faz estas coisas conhecidas desde séculos... e que ...ele faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade... (At 15.18; Ef 1.11). De acordo com este decreto, Ele graciosamente quebranta o coração do eleitos, por duros que sejam, e os inclina a crer. Pelo mesmo decreto, entretanto, segundo seu juízo, Ele deixa os não-eleitos em sua própria maldade e dureza de coração. E aqui especialmente nos é manifesta a profunda, misericordiosa e ao mesmo tempo justa distinção entre homens que estão sob a mesma condição de perdição. Este é o decreto da eleição e reprovação revelado na Palavra de Deus. Ainda que os homens perversos, impuros e instáveis o deturpem, para sua própria perdição, ele dá um inexprimível conforto para as pessoas santas e tementes a Deus.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Os Cânones de Dort (Ed. Cultura Cristã) - parte 15

Os Cinco Artigos de Fé sobre 
o Arminianismo*

1º Capítulo DA DOUTRINA:
A DIVINA ELEIÇÃO E REPROVAÇÃO*

  
          Artigo 1 - Toda a humanidade é condenável perante Deus
     Todos os homens pecaram em Adão, estão debaixo da maldição de Deus e são condenados à morte eterna. Por isso ninguém teria sido injustiçado se Ele tivesse resolvido deixar toda a raça humana no pecado e sob a maldição e decidido condená-la por causa do seu pecado, de acordo com as palavras do apóstolo: ...para que se cale toda a boca, e todo o mundo seja culpável perante Deus... pois todos pecaram e carecem da glória de Deus..., e ...o salário do pecado é a morte... (Rm 3.19,23; 6.23).   

     Artigo 2 - O envio do Filho de Deus

     Mas nisto se manifestou o amor de Deus em nós, em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo..., ...para que todo o que nele crê no pereça, mas tenha a vida eterna (1 Jo 4.9; Jo 3.16).


Artigo 3 - A pregação do Evangelho
 
     Para que os homens sejam conduzidos à fé, Deus envia, em sua misericórdia, mensageiros dessa alegre boa-nova a quem e quando Ele quer. Pelo ministério deles, os homens são chamados ao arrependimento e à fé no Cristo crucificado. Porque ...como crerão naquele de quem nada ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregaram se não forem enviados? (Rm 10.14-15).
     
                                  
 Artigo 4 - Um duplo resultado

     A ira de Deus permanece sobre aqueles que não crêem no Evangelho. Mas aqueles que o aceitam e abraçam a Jesus, o Salvador, com uma fé verdadeira e viva, são redimidos por Ele da ira de Deus e da perdição, e presenteados com a vida eterna (Jo 3.36; Mc 16.16).




 * Arminianos, Arminianismo Leia na introdução aos Cinco Artigos, parte 5.

* Reprovação Trata-se do decreto justo de Deus pelo qual Ele decidiu salvar um determinado número de pessoas, deixando-as na miséria de seus pecados em que elas se lançaram por culpa própria.Leia também a explicação no artigo 15 do capítulo 1 (em breve).