AS DECISÕES DO SÍNODO DE DORT
SOBRE A DOUTRINA DOS ARMINIANOS
SOBRE A DOUTRINA DOS ARMINIANOS
Nas primeiras sessões, o Sínodo discutiu a agenda e decidiu chamar treze dos teólogos arminianos mais importantes para defender a doutrina deles. Episcopus, professor da faculdade de teologia em Leiden e sucessor de Armínio, e doze pastores compareceram em dezembro de 1618. Para eles, o sínodo não passava de uma conferência e eles lhe negavam competência para agir como um tribunal em quetões de doutrina. Eles não queriam ser tratados como réus. A tática do grupo arminiano era a de obstruir as reuniões do sínodo com debates formais. O Sínodo queria discutir os
artigos da "Remonstrância", mas o grupo arminiano se recusava a expor claramente sua própria posição doutrinária. Após quatro semanas de debates inútei, o presidente do sínodo dispensou o grupo dos arminianos. Com isto o sínodo passou a julgar a doutrina arminiana com base em seus escritos. Os cinco artigos dos arminianos foram discutidos e uma comissão preparou o texto dos "cânones" ou regras de doutrina em que se condenava a doutrina arminiana e se expunha a doutrina reformada.

Estes "Cânones de Dort" foram aceitos por todos os delegados. Na sessão plenária do dia 6 de maio de 1619 os "Cânones" foram solenemente promulgados.
As Igrejas Reformadas dos Países Baixos tinham agora sua terceira confissão de fé, ao lado do Catecismo de Heidelberg (1563) e da Confissão Belga (1561). As três juntas são ainda hoje chamadas As Três Formas de Unidade e constituem os Símbolos de Fé de muitas Igrejas Reformadas.



















