A IMPORTÂNCIA DAS DECISÕES
DOUTRINÁRIAS DO SÍNODO DE DORT
SOBRE O ARMINIANISMO
A Igreja estava novamente enfrentando o pensamento semipelagiano, tão dominante na Igreja Católico Romana, e que no fundo é um pensamento humanista, porque coloca Deus em posição de dependência do homem. O resultado do Sínodo de Dort foi um documento que, sem negligenciar a responsabilidade do homem, salientou a salvação pela graça de Deus, como disse o apóstolo Paulo em Romanos 9.16: Assim, pois, não depende de quem quer; ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia.
A questão que gerou conflito dentro da Igreja Reformada da Holanda e que levou o Sínodo de Dort (1618-1619) à decisão de formular uma nova confissão de fé não era acadêmica ou teórica.
DOUTRINÁRIAS DO SÍNODO DE DORT
SOBRE O ARMINIANISMO
A Igreja Reformada tinha de definir se pregaria a salvação apenas pela graça de Deus ou a salvação (também) pelas obras dos homens.
A Igreja estava novamente enfrentando o pensamento semipelagiano, tão dominante na Igreja Católico Romana, e que no fundo é um pensamento humanista, porque coloca Deus em posição de dependência do homem. O resultado do Sínodo de Dort foi um documento que, sem negligenciar a responsabilidade do homem, salientou a salvação pela graça de Deus, como disse o apóstolo Paulo em Romanos 9.16: Assim, pois, não depende de quem quer; ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia.
A questão que gerou conflito dentro da Igreja Reformada da Holanda e que levou o Sínodo de Dort (1618-1619) à decisão de formular uma nova confissão de fé não era acadêmica ou teórica.
Os debates entre Armínio e Gomaro tinham a ver com quatro áreas importantes:
a. a própria teologia, ou seja, a doutrina sobre Deus: quem é Deus? Ele é o Soberano que escolheu certas pessoas livremente, só pela graça, sem depender de nenhuma condição humana (Gomaro)? Ou...
Ele é um Deus que aguarda o ato do homem e depende da fé (previa) para escolher os que crêem (Armínio)?
b. a doutrina sobre o homem: tanto Armínio como Gomaro diziam que a fé é um dom de Deus. Mas Armínio divisava um vínculo entre o decreto eterno de Deus e o ato de fé do homem. O homem pode rejeitar o dom da fé. E ele é responsável por sua salvação através de sua vontade. Gomaro dizia o contrário: quando Deus concede o dom da fé, o homem não pode nem vai rejeitar esse dom.
A salvação não depende da vontade ou do consentimento humano.
c. a pregação: Armínio acreditava que o homem tinha condições de tomar uma decisão livre, pró ou contra a salvação oferecida por Deus na pregação. A pregação só precisava persuadir o homem a aceitar a salvação. Para Gomaro, cada pregação era uma ordem de Deus para que os ouvintes crescem nas promessas firmes, na Evangelho, na salvação do pecador pela graça de Deus. Ele afirmava que era o poder de Deus no Evangelho pregado que levava o homem à salvação e à certeza da sua eleição.
d. o trabalho pastoral: Gomaro considerava que os crentes não teriam certeza da salvação se acreditassem na opinião de Armínio de que Deus escolhia pessoas com base em sua fé prevista. Por isso Gomaro enfatizava que todo o trabalho pastoral tinha de apontar para a obra de Cristo como a base da salvação.

Nenhum comentário:
Postar um comentário